A principal meta da operação foi o enfrentamento do garimpo ilegal de ouro e cassiterita, atividades de exploração de madeira sem autorização, invasões e ocupações indevidas de terras públicas, além de variados outros delitos ambientais. Esses crimes têm um impacto significativo sobre a fauna e a flora locais, colocando em risco ecossistemas já vulneráveis.
A operação mobilizou uma força-tarefa composta por agentes da Polícia Federal e fiscais ambientais do ICMBio, que utilizaram aeronaves para alcançar pontos estratégicos onde as atividades ilícitas foram identificadas por meio de dados de inteligência e imagens de satélite. Essas áreas específicas são reconhecidas por serem de difícil acesso, o que geralmente possibilita que as atividades ilegais ocorram sem fiscalização.
Durante os dias de atuação, diversas frentes de garimpo foram desativadas e equipamentos utilizados no processo ilegal foram apreendidos ou destruídos. Entre os itens inutilizados, destacam-se duas escavadeiras hidráulicas, um trator agrícola, 15 motores estacionários, três geradores de energia, 23 acampamentos e mais de 10 mil litros de combustível. Além disso, foram confiscados equipamentos de comunicação e ferramentas que apoiavam ações logísticas associadas aos garimpos.
Estimativas indicam que a atuação conjunta dos órgãos de fiscalização resultou em um prejuízo de cerca de R$ 1.439.700,00 para os grupos responsáveis pela exploração ilegal. A destruição dos bens foi realizada no próprio local por questões logísticas, com base na legislação vigente que permitiu a ação direta, uma vez que o transporte e a guarda dos materiais eram inviáveis devido ao isolamento da região. A Polícia Federal apoiou a operação, garantindo a repressão efetiva aos delitos penais detectados durante a ação.
Esta iniciativa não apenas representa um passo importante na proteção da biodiversidade do Parque Nacional Mapinguari, mas também uma mensagem clara de que as autoridades estão comprometidas em atuar contra atividades prejudiciais ao meio ambiente.
