Nesta nova edição, a pesquisa se propõe a visitar aproximadamente 140 mil domicílios, onde indivíduos serão entrevistados a respeito das características de suas casas, do perfil dos moradores e de suas condições de saúde. Notavelmente, o questionário será aplicado a um morador com idade igual ou superior a 15 anos. Além de coletar dados demográficos e socioeconômicos, os pesquisadores também realizarão medições de pressão arterial, peso e altura dos participantes, permitindo um panorama mais detalhado da saúde física da população.
Uma das principais inovações desta edição é a inclusão, pela primeira vez, da coleta de biomarcadores, por meio de exames de sangue e urina. Essa etapa envolverá uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, que residem em capitais e regiões metropolitanas. Os exames previstos abrangem uma série de análises laboratoriais, incluindo hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, e dosagens de creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, juntamente com testes de sorologia para doenças como chikungunya e análises de metais pesados como chumbo e mercúrio.
Os dados gerados por essa coleta vão permitir uma avaliação mais robusta sobre doenças crônicas e outros problemas de saúde que acometem a população. A parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), garantirá que a coleta e análise das amostras biológicas sejam conduzidas com rigor científico.
Essas informações serão cruciais para subsidiar não apenas estudos acadêmicos, mas também políticas públicas voltadas para a saúde, permitindo um melhor monitoramento e resposta aos desafios que afetam a saúde da população brasileira hoje e no futuro. A PNS se consolida, assim, como uma importante ferramenta para o mapeamento das condições de saúde no Brasil, contribuindo para um planejamento mais eficaz de intervenções e estratégias de saúde pública.





