Nos primeiros seis meses do ano, o IPCA acumula uma alta de 3,36%, enquanto a variação anual completa, em comparação aos últimos doze meses, alcançou 4,64%, um valor levemente abaixo dos 4,72% registrados anteriormente. Em termos de grupos de consumo, o segmento que mais impactou o índice foi Habitação, que registrou uma variação de 0,63%, com destaque para o aumento na energia elétrica residencial, que diminuiu 3,67% para 1,53% no último mês.
Entre as principais influências na Habitação, estão os reajustes de tarifas que se tornaram vigentes em várias cidades, como Porto Alegre e Curitiba, onde os aumentos foram significativos. Ao mesmo tempo, o setor de Alimentos e Bebidas apresentou uma queda de 0,24% em junho, uma inversão em relação ao crescimento de 1,33% em maio, refletindo variações nos preços de itens como café, frutas e carnes.
No que diz respeito ao grupo de Transportes, a variação foi de 0,17%, impulsionada por um aumento de 7,12% nas passagens aéreas, enquanto as tarifas de combustíveis apresentaram quedas, incluindo etanol e diesel. As variações regionais também mostram um panorama diverso, com Brasília apresentando a maior variação (0,52%), enquanto Recife registrou a menor (-0,04%), resultado de quedas significativas em itens como o tomate.
Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também foi divulgado, apresentando uma alta de 0,14% para junho, menor do que o índice de 0,65% de maio. A variação no INPC reflete especialmente a redução nos preços dos produtos alimentícios, que passaram de 1,33% em maio para -0,29% em junho. Essa mudança aponta para uma possível estabilização econômica, mas ainda merece atenção, considerando a dinâmica inflacionária e os reajustes de tarifas previstos para o futuro.
