A coordenadora do museu, a paleontóloga Flávia Fialho, destaca que a mineração é uma aliada inesperada da paleontologia. Muitas vezes, a atividade mineradora expõe camadas de rochas sedimentares que, de outra forma, permaneceriam ocultas. Essa exposição, muitas vezes chamada de salvamento paleontológico, é realizada em colaboração entre paleontólogos e profissionais da mineração. O objetivo é resgatar e preservar materiais de valor científico que surgem durante a extração.
A proposta da exposição é desmistificar conceitos científicos, tornando-os acessíveis a todas as idades. O percurso é dividido em três atos: o primeiro foca na origem da Terra e do Sistema Solar através da apresentação de meteoritos; o segundo aborda a paleontologia e a arqueologia, enquanto o terceiro destaca a variedade de rochas, minerais e os processos geológicos que moldam a Terra.
O Museu de Geociências tem uma trajetória que remonta à década de 1970, quando seus acervos começaram com amostras utilizadas para ensino e pesquisa. A história do museu ganhou um novo impulso com a descoberta do Meteorito de Santa Luzia, um dos maiores do Brasil. Desde então, o museu tem incorporado diversas coleções, incluindo rochas, minerais e gemas que foram coletadas por professores e alunos em expedições de campo.
Além das exposições permanentes, o museu oferece uma visão detalhada da tabela cronoestratigráfica, uma ferramenta fundamental que organiza os eventos da história geológica da Terra. A mostra inclui não apenas seres fósseis, mas também ferramentas pré-históricas e cerâmicas antigas, que revelam a continuidade da presença humana na região.
Flávia Fialho enfatiza a relevância da interação entre diferentes disciplinas no estudo da geociência. As oficinas educativas que ocorrem no museu conectam temas tratados em diversas áreas do conhecimento, como química, física e biologia, promovendo uma experiência educacional abrangente.
Com um funcionamento de segunda a sexta das 07:00 às 19:00, o museu está localizado no ICC do Campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, e se apresenta como um espaço vibrante para a educação e a descoberta científica.
