BRASIL – Governo Sanciona Lei que Fortalece Sustentabilidade das Entidades Filantrópicas no SUS até 2030

Na última quinta-feira, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que estende o prazo para utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito direcionadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos que operam no Sistema Único de Saúde (SUS). Com essa medida, o governo busca reforçar a sustentabilidade econômico-financeira do setor hospitalar, priorizando a manutenção e a ampliação da capacidade assistencial em média e alta complexidade.

A nova legislação reabre o Programa Caixa Hospitais FGTS, uma linha de crédito que utiliza o fundo para financiar hospitais filantrópicos e instituições que prestam serviços complementares ao SUS, especialmente aquelas que aderiram ao Programa Ministerial Agora Tem Especialistas. A prorrogação do uso dos recursos do FGTS vai até 2030, oferecendo uma margem importante para que essas instituições invistam em infraestrutura, equipamentos e serviços variados, incluindo cirurgias e exames.

Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a relevância histórica das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos no atendimento à população. Com as novas condições de financiamento, essas instituições poderão realizar investimentos significativos, aumentando a eficiência e a qualidade dos serviços prestados.

Além disso, foram formalizados contratos na nova edição do programa com importantes instituições, como o Instituto do Câncer do Ceará, que receberá R$ 46 milhões, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, com R$ 33 milhões, e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos, com R$ 30 milhões. Esses fundos visam fortalecer a capacidade e melhorar as condições de atendimento nas respectivas unidades hospitalares.

O estado atual do Programa Caixa Hospitais FGTS revela um potencial total de R$ 2,11 bilhões, com R$ 1,58 bilhão já designado a 78 entidades. Dos R$ 8,5 bilhões disponibilizados para 2026, R$ 5,52 bilhões já estão aptos para contratação, com R$ 3,41 bilhões já comprometidos.

Os dados revelam um panorama crítico: em 2025, as Santas Casas realizaram mais de 1,3 milhão de internações, e até maio de 2026 já contabilizavam 547 mil. Ademais, as 1.525 unidades filantrópicas operam em 1.145 municípios e garantem atendimento em áreas essenciais, aliviando a pressão sobre hospitais em centros urbanos.

No que diz respeito ao tratamento de câncer, 205 dos 338 estabelecimentos aptos para atendimento oncológico são filantrópicos, refletindo a vital contribuição dessas instituições na saúde pública. Nos transplantes, elas também desempenham um papel crucial, realizando quase 60% de todas as operações no SUS.

As novas medidas prometem benefícios não apenas para a população, mas também para as economias locais e o Sistema de Saúde em geral, com a expectativa de oferecer atendimento de maior qualidade e mais acessível. Com investimentos que ampliam a estrutura hospitalar, a iniciativa visa uma rede de saúde mais robusta, que prioriza o bem-estar da sociedade e a eficiência do SUS, comprometendo-se a atender de forma digna e abrangente.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo