Essa mudança visa estimular o uso de combustíveis renováveis produzidos nacionalmente, reduzindo a dependência de gasolina importada e fortalecendo a segurança energética do país. Contudo, a continuação do uso da gasolina E32 ou de misturas mais elevadas está sujeita a novos testes, nesse caso, para a mistura E35, que é o limite estipulado pela nova legislação.
A decisão de implementar a gasolina E32 se baseia em extensivos estudos técnicos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes envolveram veículos leves e motocicletas a gasolina, representando uma ampla gama de idades e tecnologias da frota brasileira. Diversos aspectos foram analisados, incluindo a partir do motor em condições de frio e calor, estabilidade da marcha lenta, aceleração, e adaptação dos sistemas eletrônicos dos veículos. Os resultados foram encorajadores, mostrando que a nova mistura não afetará significativamente o desempenho ou a dirigibilidade.
Além disso, os testes de emissões em motocicletas e carros confirmaram a conformidade com os limites estabelecidos pelo Programa de Controle da Poluição do Ar. O prestigiado grupo internacional AVL List GmbH, especializado em engenharia automotiva, também avaliou que a mudança para gasolina E32 não deverá impactar negativamente os componentes dos sistemas de combustível dos veículos no país. Para misturas iguais ou superiores a E35, serão realizados testes adicionais de durabilidade.
O acompanhamento dessa evolução contou com a participação de uma série de organizações e setores, incluindo o Ministério de Minas e Energia e associações ligadas à indústria automotiva. À luz dos resultados obtidos e considerando a leve elevação de dois pontos percentuais em relação ao E30, a gasolina E32 se mostra como uma alternativa viável e segura para os consumidores brasileiros.
