Novas Tecnologias Potencializam Segurança no Sistema Prisional do Espírito Santo
No intuito de modernizar a segurança nas unidades prisionais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou, na última quinta-feira, um drone de última geração destinado ao Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana (ES). O ato contou com a presença do ministro Wellington César Lima e Silva, além do secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, que acompanharam a demonstração do equipamento.
Avaliado em R$ 146 mil, o drone possui uma série de funcionalidades que ampliam a atuação em operações diurnas e noturnas. Equipado com uma câmera grande angular, um zoom óptico híbrido de até 34 vezes e um zoom máximo de 400 vezes, além de uma câmera térmica, o dispositivo é uma ferramenta poderosa para o monitoramento de diferentes áreas dos estabelecimentos. Sua autonomia de voos que pode chegar a quase uma hora, junto com sistemas de detecção de obstáculos e comunicação a longa distância, tornam o drone uma inovação crucial para a vigilância e fiscalização das unidades prisionais.
Em paralelo, também foi anunciado um kit de varredura, com um custo de R$ 578 mil, que será utilizado em ações de contrainteligência para inspeções e identificação de objetos ocultos nas prisões. Estas tecnologias não apenas reforçam a segurança, mas também têm o potencial de transformar a forma como as operações de controle são realizadas nas sete unidades prisionais do complexo.
Essa apresentação ocorreu no contexto da Operação MUTE, que mobilizou 105 policiais penais para realizar uma revista em 102 celas, focando na retirada de celulares e outros materiais proibidos. O resultado da operação foi animador: não foram encontrados dispositivos eletrônicos nas unidades revisadas, evidenciando o sucesso das ações de fiscalização.
O ministro ressaltou a importância do uso contínuo de tecnologia para combater a entrada de celulares e melhorar a segurança. “Estamos fortalecendo o sistema prisional com a implementação de novas tecnologias que vão auxiliar na prevenção de atividades ilícitas e no controle de acesso,” afirmou.
Essas inovações fazem parte de um esforço nacional para modernizar 138 unidades prisionais em todo o Brasil, com investimentos em equipamentos e capacitação para profissionais do sistema penitenciário. O projeto busca não apenas melhorar a fiscalização, mas também qualificar as equipes que atuam na segurança das prisões. O secretário nacional de Políticas Penais reforçou que o uso dessas tecnologias e operações de inteligência são fundamentais para enfrentar o crime organizado de forma eficaz e assegurar a integridade do sistema prisional.




