BRASIL – Empregos formais no Brasil crescem 19,1% entre 2023 e 2026, somando 62,8 milhões de vínculos, com destaque para o aumento feminino e setoriais.

O mercado de trabalho brasileiro passou por uma significativa expansão nos últimos anos, com dados recentes apontando um crescimento de 10.100.342 vínculos de emprego formal no período de janeiro de 2023 a junho de 2026. Esse crescimento representa uma impressionante jornada de 19,1%, culminando com um total de 62.891.209 vínculos formais até junho deste ano.

Somente no ano de 2026, foram adicionados 2,46 milhões de empregos, resultando em uma elevação de 4,1% em comparação ao ano anterior. O aumento mais notável ocorreu entre os empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que registraram 4,75 milhões de novos vínculos, totalizando 48,15 milhões. O setor público também se destacou, com um incremento de 5,1 milhões de vínculos, alcançando 14,3 milhões.

A análise dos dados revela que a maioria das novas contratações ocorreu no segmento de serviços, que sozinha gerou 8,45 milhões de novos vínculos, elevando sua participação no mercado formal para 60,8%. No que diz respeito aos setores específicos, a administração pública, educação, saúde e serviços sociais adicionaram 6,03 milhões de vínculos, representando 42,1% de crescimento. Também houve crescimento no setor da Indústria e na Construção, que aumentaram suas contratações em 10% e 13,3%, respectivamente. Já o Comércio e a Agropecuária apresentaram crescimentos mais modestos, mas ainda assim significativos.

Em termos geográficos, todas as regiões do Brasil registraram aumentos no número de vínculos. O Sudeste liderou com um crescimento de 3,78 milhões, enquanto o Nordeste e o Norte também mostraram resultados expressivos. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro figuraram entre os maiores geradores de novos empregos, refletindo a diversidade e a resiliência do mercado de trabalho brasileiro.

O aumento da participação feminina no mercado também é um dado relevante: a presença feminina subiu para 46,4% do total de vínculos, com um crescimento de 5,36 milhões de vínculos apenas entre as mulheres. Por faixa etária, os jovens de até 24 anos e os trabalhadores acima de 50 anos foram os que mais se destacaram em termos de novas contratações.

Além disso, as diferenças raciais também saltaram aos olhos, com trabalhadores pardos liderando em termos de crescimento absoluto de vínculos, seguido por brancos, pretos e outros grupos. Esse panorama evidenciado nos dados do mercado de trabalho oferece um vislumbre positivo sobre a evolução do emprego no Brasil, sinalizando um cenário em expansão e uma perspectiva otimista para os próximos anos.

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