O ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou a longa parceria entre Brasil e Rússia, principalmente no campo nuclear. Ele mencionou que a Rússia pode ser um apoio fundamental na transição energética do Brasil, substituindo usinas a carvão por pequenos reatores nucleares. Estas iniciativas são vistas como essenciais para modernizar a matriz energética nacional e, ao mesmo tempo, mitigar os impactos ambientais.
Além da energia nuclear, Albuquerque abordou os grandes potenciais das terras raras brasileiras e sua exploração através de parcerias com países que fazem parte do grupo BRICS. Em sua análise, enfatizou que esse processo será crucial para a valorização desses recursos, que são essenciais para diversas tecnologias modernas.
Floriano Pesaro, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), também reforçou a importância da Rússia no fornecimento de fertilizantes, reconhecendo que o país é um dos principais fornecedores desse insumo para o Brasil. Ele observou a necessidade de expandir a produção interna de fertilizantes e como isso pode ser impulsionado pela colaboração com empresas russas.
O deputado Nelson Padovani, por sua vez, enfatizou a necessidade de diversificação nas relações comerciais além da exportação de produtos in natura. Ele defende um maior investimento em tecnologia e equipamentos mais complexos, aproveitando a alta capacidade tecnológica da Rússia em áreas como saúde e equipamentos médicos.
Os desafios logísticos entre os dois países foram ressaltados por Pesaro, que acredita que a melhoria das infraestruturas marítimas e aéreas pode facilitar o comércio bilateral, especialmente na importação de frutas brasileiras e outras mercadorias.
Em meio a um cenário internacional complexo e marcado por sanções econômicas, a busca por um aprofundamento nas relações entre Brasil e Rússia se mostra mais crucial do que nunca, com a intenção de construir uma aliança forte que possa beneficiar ambos os países a longo prazo.




