Brasil e Polônia assinam acordo para evitar dupla tributação e evasão fiscal: projeto é submetido ao Congresso para análise.

O Congresso Nacional está em processo de análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 261/24, que submete ao Congresso o acordo assinado entre o Brasil e a Polônia em 2022 para evitar a dupla tributação e a evasão fiscal. Este tratado tem como principal objetivo evitar que contribuintes que realizam negócios entre os dois países ou que trabalham no outro país sejam tributados duas vezes sobre o mesmo fato gerador.

De acordo com a legislação constitucional, acordos internacionais como este precisam passar pela aprovação do Congresso Nacional. Atualmente, a proposta está em análise na Câmara dos Deputados, onde deve seguir um processo de avaliação e debates entre os parlamentares.

Segundo informações do governo, este acordo traz maior segurança aos investimentos realizados tanto por brasileiros na Polônia, quanto por poloneses no Brasil. É importante ressaltar que o Brasil já possui instrumentos semelhantes firmados com outros países, como Suíça, Noruega e Singapura, visando facilitar as relações comerciais e garantir a segurança jurídica aos investidores.

Além disso, o acordo bilateral em questão incorpora recomendações do Projeto sobre a Erosão da Base Tributária e Transferência de Lucros (BEPS) da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O BEPS tem como foco evitar a transferência de lucros para países com menor tributação, buscando a justiça fiscal e a transparência nas relações comerciais.

O texto em análise na Câmara dos Deputados define as pessoas abrangidas pelo acordo, sejam elas físicas ou jurídicas, assim como as operações sujeitas à tributação. Também traz disposições sobre a tributação de serviços técnicos, a tributação de ganhos de capital e o intercâmbio de informações entre os fiscos dos dois países.

Os próximos passos para a tramitação deste projeto incluem a análise pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Plenário. Para que o acordo se torne lei, é necessário que seja aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal, garantindo assim a sua efetivação e aplicação nas relações entre Brasil e Polônia.

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