O técnico Arthur Elias demonstrou confiança em sua equipe após a vitória decisiva sobre a atual campeã mundial, a Espanha, que garantiu a vaga na final olímpica. Elias elogiou o time americano, mas garantiu que o histórico de confrontos negativos contra os Estados Unidos não influenciará o desempenho da seleção brasileira em Paris.
“O nosso foco é claro. Sempre encarei o futebol brasileiro com uma visão de vitória. O que aconteceu no passado não tem relevância para nós agora. Apenas Marta esteve presente anteriormente, e sua presença reforça a importância dela na nossa história. Não precisamos nos preocupar com o passado. O adversário é muito sério e trabalha duro, temos grandes atletas de ambos os lados. Esperamos um jogo emocionante e precisamos nos concentrar no presente, que tem fatores mais importantes. Estamos próximos de realizar um sonho pelo qual vamos lutar incansavelmente”, afirmou Arthur Elias.
Desde que o futebol feminino foi introduzido nas Olimpíadas, na edição de 1996 em Atlanta, a seleção brasileira teve derrotas marcantes contra os Estados Unidos em momentos decisivos. Em 2000, durante os Jogos de Sydney, as duas equipes se enfrentaram nas semifinais, onde o Brasil, liderado por estrelas como Pretinha, Sissi e Formiga, foi derrotado pela mínima diferença com gol de Mia Hamm.
As Olimpíadas de Atenas, em 2004, trouxeram um confronto ainda mais doloroso. As seleções se encontraram duas vezes, sendo uma na fase de grupos e outra na final. Apesar da derrota inicial, a seleção brasileira conseguiu uma reviravolta no torneio e chegou à final. No entanto, após empatar o jogo com um gol de Pretinha, a prorrogação foi marcada por uma mão não marcada da zagueira americana e, consequentemente, um gol de cabeça de Abby Wambach que garantiu o ouro para os Estados Unidos.
Quatro anos depois, nos Jogos de Pequim, o Brasil parecia estar em posição favorável. A equipe fez uma campanha brilhante e eliminou adversários fortes como Noruega e Alemanha. Com um histórico recente de vitórias sobre os Estados Unidos, inclusive uma contundente vitória de 4 a 0 na Copa do Mundo Feminina de 2007, havia uma grande confiança na conquista do ouro. Porém, a final foi decidida na prorrogação com um gol de Carli Lloyd, que frustrou mais uma vez o sonho olímpico brasileiro.
Agora, em Paris-2024, a seleção feminina de futebol do Brasil busca reescrever sua história e conquistar a tão almejada medalha de ouro, superando um adversário histórico e quebrando um ciclo de frustrações nas decisões olímpicas.