O Brasil foi classificado no nível 2 de “Integração Econômica Significativa”, ao lado de países como Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O relatório sugere que essas nações não apenas realizam operações de transbordo, mas também integram complexas cadeias de fornecimento e redes logísticas da China, facilitando assim o envio de produtos aos Estados Unidos. O documento critica, em particular, o Brasil e a Turquia, descrevendo-os como “plataformas regionais de produção e logística”. Ambos são acusados de empregar técnicas que poderiam alterar a origem declarada de produtos, como a troca de etiquetas e reembalagem.
Além disso, os EUA identificam o Brasil como parte dos “Corredores Latino-Americanos”, uma rota usada para redirecionar mercadorias entre os oceanos Pacífico e Atlântico. Esse processo envolve armazenar produtos em entrepostos aduaneiros e a montagem regional de componentes, o que levanta preocupações sobre a transparência e a legalidade das operações comerciais.
Em resposta a esses desafios, o relatório também menciona a iniciativa americana de desenvolver uma “fronteira inteligente de detecção”. Essa proposta visa utilizar inteligência artificial para aprimorar o trabalho da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), integrando dados de remessas e histórico de rotas para melhorar a identificação de cargas de alto risco.
Finalmente, o documento aborda ainda o conceito de “pequenos alvos chineses oportunistas”, referindo-se a economias menores que, apesar de volumes de transbordo reduzidos, apresentam vantagens competitivas, como mão de obra barata e acesso preferencial ao mercado americano. Países como Suíça, Cingapura, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, Chile e Colômbia são citados nessa categoria.
A inclusão do Brasil nesta lista representa não apenas uma queda na relação comercial, mas também um alerta sobre as complexidades do comércio internacional sob o impacto das políticas tarifárias e das tensões geopolíticas que marcam o cenário atual.




