O diplomata brasileiro manifestou concordância com as críticas feitas por representantes africanos sobre as intervenções externas em assuntos internos da África, em especial o caso da África do Sul, que tem sido um exemplo de união e dialogo. “Essas intervenções minam a capacidade desses países de alcançar um verdadeiro desenvolvimento”, argumentou Amorim, enfatizando a importância de respeitar a soberania nacional.
Amorim trouxe à tona preocupações com os conflitos armados e as crescentes ameaças de guerra mundial, que, segundo ele, têm impactado severamente as economias globalmente, com efeitos notáveis como a inflação e o aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes, que atingem com maior força os países do Sul Global.
O Oriente Médio foi outro foco da sua fala. Ele condenou o uso de poder militar contra o Irã e expressou solidariedade com as populações afetadas por conflitos, como as crianças de Gaza e os civis no sul do Líbano. “Essas situações são profundamente lamentáveis e precisam ser abordadas com urgência”, comentou.
Na América do Sul, Amorim criticou o uso da força por potências externas, especialmente em relação à Venezuela, onde políticas de pressão têm causado grandes sofrimentos à população. O embaixador ressaltou a importância de combater o crime organizado, mas pediu cautela ao não confundir esse fenômeno com terrorismo.
O assessor também falou sobre a modernização da política defensiva do Brasil, incluindo a necessidade urgente de cooperação internacional para enfrentar ameaças cibernéticas. Ele destacou a importância do “Entendimentos Comuns”, um documento assinado com representantes chineses, que visa fortalecer relações pacíficas na busca por um mundo multipolar, onde a soberania de cada país é respeitada.
Amorim reiterou que Brasil tem mantido relações pacíficas com seus vizinhos por mais de um século e meio, e que essa política de diálogo deve continuar. Ele terminou seu discurso afirmando que um mundo multipolar é essencial e que as nações devem exercer seu direito de defender seus interesses enquanto buscam um desenvolvimento sustentável e digno para seus povos.





