Brasil cria 228 mil empregos formais em março, superando expectativas e marcando o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica recente.

Em março, o Brasil alcançou a criação de 228.208 novos empregos formais com carteira assinada, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Este número representa um crescimento significativo se comparado ao mesmo período do ano anterior, quando foram geradas 79.994 vagas. Com isso, o mês de março de 2023 torna-se o segundo melhor desempenho na série histórica, superado apenas pelo ano de 2024, que contabilizou 245.599 postos.

Além disso, o resultado deste mês superou as expectativas do mercado, que projetava a criação de cerca de 170.186 vagas. Foram registradas 2.526.600 admissões contra 2.298.452 desligamentos, resultando em um saldo acumulado de 613.373 empregos de janeiro a março. No total, nos últimos 12 meses, de abril de 2022 a março de 2023, o Brasil criou 1.211.455 novos postos de trabalho.

Os dados são oriundos do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que é considerado a principal referência para o mercado de trabalho formal brasileiro e serve de base para diversas políticas públicas.

Analisando os setores da economia, o setor de serviços se destacou como o maior gerador de empregos, com 152.391 novas vagas. Seguiram-se o setor de construção, que criou 38.316 vagas, a indústria com 28.336 e o comércio, que deu conta de 27.267 novas contratações. Em contraste, a agropecuária enfrentou um período desafiador, com o fechamento de 18.096 postos de trabalho.

A análise geográfica também evidencia resultados positivos, visto que 24 dos 27 estados do Brasil registraram crescimento no número de empregos. Os maiores avanços ocorreram em São Paulo, que liderou com 67.876 novas vagas, seguido por Minas Gerais, com 38.845, e Rio de Janeiro, que contabilizou 23.914. Por outro lado, os estados de Alagoas, Mato Grosso e Sergipe apresentaram saldo negativo.

Em relação aos salários, o valor médio de admissão em março foi de R$ 2.350,83, o que representa uma queda de R$ 17,50 (0,7%) em comparação a fevereiro. Entretanto, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, houve um ganho real de R$ 41,80, refletindo uma alta de 1,8%. Essa dinâmica salarial, juntamente com o aumento no número de empregos, sinaliza um panorama de recuperação e crescimento para o mercado de trabalho brasileiro.

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