A pesquisa revela que este grandioso evento não apenas impulsionará o setor esportivo, mas também trará um aumento de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, representando aproximadamente 0,03% do total da economia nacional com base em projeções para 2025. A criação de 73,7 mil novos postos de trabalho, tanto diretos quanto indiretos, está na lista de benefícios, além de uma geração estimada de R$ 4,5 bilhões em rendimentos, que inclui salários e lucros. A arrecadação tributária para os cofres do governo também deve sentir um acréscimo, com previsão de R$ 928 milhões.
Gevaerd enfatiza a magnitude do torneio ao compará-lo com outros grandes eventos esportivos no Brasil. Ele ressalta que, enquanto os dez principais eventos recorrentes do país em 2025 geraram, juntos, R$ 4,56 bilhões, a Copa do Mundo Feminina se destaca, com projeções de movimentar praticamente o dobro desse montante.
Luiz Gustavo Barbosa, professor da FGV e coordenador do estudo, argumenta que o torneio elevará a reputação do Brasil internacionalmente. Com uma trajetória marcada pela realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016, o país se tornará um dos poucos a ter sediado esses três megaeventos, reforçando sua posição como um destino atraente para o turismo internacional.
O estudo divide o impacto financeiro em dois eixos. O primeiro contempla a contribuição do público, com uma estimativa de R$ 4,7 bilhões, baseada na previsão de 2 milhões de visitantes durante o mês da competição, sustentando aproximadamente 45,7 mil empregos e gerando R$ 2,4 bilhões em renda. O impacto tributário associado é estimado em R$ 516 milhões.
O segundo eixo se concentra nos investimentos diretos para a organização do evento, prevendo um movimento de R$ 4,1 bilhões. A FIFA destina parte significativa de seu orçamento global de US$ 800 milhões para premiações, mas cerca de R$ 2,3 bilhões será injetado diretamente na economia brasileira, criando aproximadamente 28 mil empregos.
Com base em uma pesquisa de perfil de consumo, observa-se que uma parcela significativa dos turistas que visitam o Brasil é composta por mulheres, que representam 48,61% do total. Além disso, os dados indicam que muitas delas costumam gastar em atividades como turismo de sol e praia, compras e gastronomia, o que ampliará o impacto positivo sobre pequenos e médios negócios locais. Em um contexto mais amplo, 72% das mulheres brasileiras que nunca visitaram estádios de futebol demonstram interesse pela Seleção Brasileira Feminina, sinalizando um potencial de mercado ainda inexplorado, que pode ser ativado durante o torneio. Essa combinação de fatores sugere um horizonte promissor para o esporte e a economia nacional nos próximos anos.
