Alckmin assegurou que o governo brasileiro não desistirá de manter diálogos diplomáticos e comerciais e continuará batalhando pela competitividade do agronegócio e da indústria local. Ele enfatizou que “não vamos sair da mesa de negociação”, reiterando o compromisso do Brasil em buscar soluções para os desafios atuais.
O vice-presidente também fez uma análise sobre as tarifas que os produtos americanos enfrentam ao entrar no Brasil, as quais são significativamente mais vantajosas em comparação às impostas aos produtos brasileiros nos EUA. Segundo Alckmin, a tarifa média para produtos que chegam ao Brasil é de apenas 3,1%, sendo que de dez itens mais exportados pelos EUA para o Brasil, sete entram com tarifa zero. Essa disparidade sugere um desequilíbrio no comércio entre os dois países, o que levanta preocupações sobre a concepção de uma relação comercial justa.
Para lidar com essas impedâncias, Alckmin anunciou a destinação de R$ 18,5 bilhões em medidas de crédito com juros mais baixos para ajudar as empresas impactadas, além da colaboração entre a Apex e o BNDES para buscar novos mercados e oportunidades de exportação.
A senadora Tereza Cristina também fez ponderações significativas sobre as tensões comerciais. Em seu discurso, ela alertou para as sobretaxas de 25% e ainda mais 12,5% em diversos produtos, enfatizando a pressão que essas tarifas exercem sobre os custos de produção dos agricultores brasileiros. Além disso, citou os efeitos colaterais de conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, que têm exacerbado os custos dos insumos agrícolas no Brasil.
O ministro da Agricultura, André de Paula, concluiu ressaltando que o papel do Estado deve ser criar um ambiente propício para a produção ao invés de substituir problemas. Ele reafirmou a importância de eliminar barreiras, ampliar mercados, aumentar o acesso ao crédito e investir em inovação e regulação para assegurar o futuro do agronegócio brasileiro.




