Neste domingo, 17 de maio, o Brasil faturou duas medalhas de prata nas provas paralímpicas. Fernando Rufino, atleta sul-mato-grossense de 40 anos, brilhou na categoria KL2, onde finalizou os 200 metros na segunda posição, com um tempo de 45s35. Rufino, que sofreu um grave acidente ao ser atropelado por um ônibus e perdeu parte da mobilidade nas pernas, já havia garantido uma medalha de ouro no dia anterior, ao ser o mais rápido na canoa da classe VL2.
A competição viu o australiano Curtis McGrath levar o ouro, com o tempo de 44s98, seguido por Rufino, que expressou sua emoção por estar novamente no pódio. O uzbeque Azizbek Abdulkhabibov completou o pódio ao levar o bronze. Outro brasileiro na prova, o paranaense Flavio Reitz, finalizou em sétimo lugar, superando os desafios impostos pela amputação da perna esquerda aos 15 anos devido a um tumor.
Outra brilhante performance foi a de Miqueias Rodrigues, que garantiu a prata na categoria KL3. O atleta, que também perdeu a perna esquerda após um acidente de moto, cruzou a linha de chegada em segundo lugar, com um tempo de 44s91, atrás do georgiano Serhii Yemelianov, que levou o ouro.
Além das medalhas conquistadas neste último dia, o Brasil destacou-se ainda em outras categorias. A sul-mato-grossense Débora Benevides, que nasceu com uma má formação nas pernas, terminou a prova de 200 metros na classe VL2 em quarto lugar, mostrando a força da equipe brasileira nas competições. Entre os atletas olímpicos, Isaquias Queiroz destacou-se ao vencer a prova de 500 metros da categoria C1, garantindo mais uma medalha de ouro para o Brasil.
A Copa do Mundo de Brandemburgo não apenas representou um momento de celebração para os atletas brasileiros, mas também uma oportunidade de mostrar o potencial e a força do paradesporto, inspirando muitos com suas histórias de superação e resiliência. A equipe brasileira volta para casa com resultados significativos e uma motivação renovada para os próximos desafios.





