Embora o vice-presidente tenha confirmado que a reciprocidade é uma opção na mesa, ele distorceu a noção de que essa ação constitua uma retaliação. Para Alckmin, “a ideia não é retaliação. Se ambos decidirem retaliar, os dois acabam perdendo. O que buscamos é corrigir uma injustiça, utilizando os instrumentos que temos à disposição no momento certo”, enfatizou.
O governo brasileiro, segundo Alckmin, está se preparando para implementar medidas que possam proteger os setores mais prejudicados pelas tarifas, e isso se dá em meio a um cenário de crescente tensões comerciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também endossou a necessidade de diálogo, solicitando informações e sugestões de como o governo pode apoiar as indústrias afetadas.
Participaram das reuniões, além de Alckmin, os ministros de Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, e da Fazenda, Dario Durigan. Rosa indicou que uma nova sobretaxa de 12,5% sobre diversos países, que inclui o Brasil, será oficialmente anunciada na próxima sexta-feira, o que pode elevar a carga total para até 37,5%, caso as novas tarifas sejam cumulativas.
Com o intuito de diversificar os mercados de exportação e garantir que os segmentos impactados não sofram uma perda significativa de competitividade, o governo está intensificando esforços para buscar novos parceiros comerciais, incluindo uma missão prevista para a Índia. Esses planos visam oferecer alternativas para indústrias que enfrentam riscos de perder o acesso ao mercado norte-americano devido às altas tarifas.
Diante desse cenário, as autoridades brasileiras se mostram conscientes da urgência em agir, reiterando que a situação atual exige uma estratégia bem planejada para proteger a economia interna e garantir a viabilidade das exportações.





