BRASIL – Anvisa interdita cautelarmente repelentes de marcas Above e Repellere após laudos revelarem falhas em taxas de ingrediente ativo DEET.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (3 de agosto), a interdição cautelar de três repelentes de insetos das marcas Above e Repellere. As medidas foram tomadas após laudos do Instituto Adolfo Lutz, conhecido laboratório de análises do estado de São Paulo, que indicaram que os produtos não atenderam aos padrões exigidos no ensaio de DEET, um dos principais ingredientes ativos utilizados em repelentes.

O DEET, ou N,N-dietil-meta-toluamida, é amplamente conhecido por sua eficácia em repelir mosquitos, carrapatos e outros insetos, atuando como um bloqueador dos sentidos destes animais. Ele impede que os insetos detectem o cheiro da pele humana, o que é essencial para evitar picadas e, consequentemente, a transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

A interdição declarada pela Anvisa visa garantir a segurança dos consumidores e contém um caráter preventivo. Isso significa que, enquanto os produtos estão sob investigação, sua fabricação, comercialização e uso estão suspensos. A medida é temporária, com duração de até 90 dias, conforme estabelecido pela legislação vigente. Durante esse período, a Anvisa terá a oportunidade de realizar uma análise mais detalhada e tomar providências necessárias.

Os consumidores devem estar atentos aos produtos afetados por esta interdição. A Anvisa já divulgou informações sobre os lotes específicos que não podem ser vendidos ou utilizados. Esse tipo de ação é fundamental para manter a saúde pública e assegurar que apenas produtos que cumprem as normas de segurança e qualidade sejam disponibilizados no mercado.

É importante que, ao escolher repelentes, os consumidores verifiquem a presença de registros e laudos que confirmem a eficácia da formulação. O cuidado com a segurança e a saúde deve ser prioridade, especialmente no período em que a população está mais suscetível a picadas de insetos. A Anvisa reitera seu comprometimento com a proteção da saúde dos cidadãos, e a interdição é parte do esforço contínuo para assegurar que somente produtos seguros e eficazes estejam disponíveis.

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