BRASIL – Alerta: Vídeos e áudios “reais” de famosos podem ser manipulações perigosas para enganar consumidores sobre medicamentos e suplementos. Cuidado com fraudes!

Nos tempos atuais, a disseminação de informações e recomendações de saúde nas redes sociais tem se tornado uma prática comum, mas deve ser abordada com cautela. Muitas vezes, vídeos ou áudios de figuras públicas, como celebridades ou líderes de opinião, surgem promovendo medicamentos ou suplementos alimentares. No entanto, esses conteúdos podem estar manipulados por tecnologias avançadas, como o deepfake, que utiliza inteligência artificial para fraudar a imagem ou a voz das pessoas. Esses artifícios são frequentemente utilizados por criminosos para adicionar uma camada de credibilidade enganosa, visando impulsionar a venda de produtos que, em algumas situações, podem ser clandestinos ou falsificados.

O uso desses conteúdos enganosos levanta uma questão significativa: podemos confiar verdadeiramente no que está sendo dito? É essencial entender que a saúde é uma questão delicada e que o tratamento de uma condição de saúde deve ser abordado com atenção individualizada. Cada pessoa possui um histórico clínico único, incluindo doenças preexistentes e interações com outros medicamentos que podem comprometer a eficácia ou até mesmo a segurança de um novo produto.

Infelizmente, a prática de influenciadores e celebridades “recomendarem” produtos sem um conhecimento profundo de suas implicações na saúde de cada pessoa é comum, e nem sempre essa prática é feita com intenções maliciosas. Contudo, é fundamental que o consumidor não se deixe levar por tendências ou modismos, especialmente quando se trata de saúde.

A única via segura para encontrar um tratamento adequado é a consulta com um profissional de saúde qualificado. Até mesmo orientações de médicos devem ser recebidas com discernimento, pois recentemente surgiram casos de anúncios com figuras médicas geradas por inteligência artificial, promovendo “curas milagrosas”. A verificação das credenciais de qualquer profissional antes de seguir suas recomendações é um passo essencial para garantir a segurança de sua saúde. As orientações do Conselho Federal de Medicina estipulam que clínicos precisam identificar-se corretamente ao divulgar informações nas redes sociais.

As armadilhas nas redes sociais, por outro lado, vão além de recomendações duvidosas. Medicamentos vendidos em plataformas não regulamentadas, ambulantes e influenciadores podem indicar práticas ilícitas. É vital ter em mente que, no Brasil, a venda de medicamentos deve ser restrita a farmácias autorizadas, e não há justificativa para adquirir produtos em canais informais.

Adicionalmente, é necessário ter precauções com suplementos alimentares. Muitas vezes, esses produtos são promovidos com alegações de cura, o que é ilegal e perigoso. A venda de produtos não aprovados pela Anvisa pode trazer consequências sérias para a saúde. Por fim, promessas de soluções “naturais e sem riscos” devem ser recebidas com desconfiança, pois, mesmo produtos fitoterápicos, se utilizados inadequadamente, podem trazer riscos à saúde. A avaliação adequada e a escolha criteriosa de tratamentos são essenciais para garantir o bem-estar e a segurança individuais.

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