Boulos Afirma Que Governo Não Apoia Transição para Fim da Escala 6×1 e Destaca Avanços na Proposta Legislativa

Na manhã desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, Guilherme Boulos, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, destacou a relevância do projeto de lei que visa abolir a escala de trabalho 6×1. Durante uma sessão na Câmara dos Deputados, Boulos elogiou o avanço na tramitação do PL, que, segundo informações do deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, ocorrerá juntamente com as propostas de emenda à Constituição (PECs) relacionadas ao assunto.

O relator do projeto, deputado Leo Prates, afirmou que essa tramitação simultânea permitirá um maior aprofundamento na discussão das propostas. Em suas declarações, Boulos enfatizou que o governo não apoiará qualquer tipo de transição gradual para a implementação da nova jornada de trabalho, afirmando que “não defendemos nenhum tipo de transição”. Essa postura foi corroborada pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, que argumentou que a discussão sobre um período de transição não deveria incluir compensações financeiras para empresários, mas sim uma redução progressiva da carga horária.

O ministro criticou a ausência de deputados bolsonaristas nas reuniões da comissão especial que analisa o fim da escala de trabalho, questionando sua disposição para discutir questões que afetam diretamente os trabalhadores, ao mesmo tempo em que se empenham em legislar sobre temas de interesse da segurança pública.

A urgência em aprovar o projeto é evidente, uma vez que a Câmara deve votar até o fim deste mês, com o Senado tendo um prazo adicional de 45 dias. Caso contrário, a pauta corre o risco de atrasar, visto que o projeto está tramitando em regime de urgência.

Além do debate sobre a jornada de trabalho, Boulos também direcionou críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desafiando-o a revogar a cobrança do ICMS sobre compras online, especialmente após a assinatura da Medida Provisória que visa acabar com a chamada “taxa das blusinhas”. A discussão sobre esse imposto teve seu início devido a um projeto enviado ao Congresso que não tinha relação com a taxação.

O governo Lula parece determinado em transformar as legislações trabalhistas, desafiando tradições e normas vigentes, e se preparando para um embate significativo na Câmara e no Senado nos próximos dias.

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