A crítica é particularmente marcante, já que Zema e Flávio, que há pouco tempo exploravam a possibilidade de uma chapa conjunta nas eleições de 2026, agora parecem estar em campos opostos. Em abril, ambos publicaram um vídeo em tom leve, comentando sobre o futuro político em tom de brincadeira. No entanto, o recente escândalo abalou essa aparente harmonia.
No vídeo, Zema não poupou palavras ao afirmar que “ouvir Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro de Vorcaro é inaceitável” e que isso representa um “tapa na cara dos brasileiros”. A declaração ecoa um sentimento de descontentamento dentro do próprio espectro político conservador, especialmente quando, segundo investigações do Intercept Brasil, documentos indicam que Vorcaro teria destinado mais de US$ 10 milhões para a produção do filme em questão.
O contexto se agrava com o vazamento de um áudio de WhatsApp no qual Flávio conversa com Vorcaro sobre o financiamento do projeto, um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, acusado de fraudes financeiras. Tal situação tem gerado pressão sobre Flávio e divisões entre representantes da direita, como o pré-candidato Renan Santos, que comentou que “onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro”.
Em defesa, Flávio Bolsonaro argumentou que sua relação com Vorcaro buscava apenas “patrocínio privado para um filme privado”, destacando que não houve emprego de recursos públicos. Ele também sugeriu a criação de uma CPI para investigar o Banco Master. No entanto, a narrativa de apoio em torno da sua figura política parece cada vez mais frágil diante dos recentes desdobramentos, com novos pedidos de financiamentos sendo discutidos, incluindo um montante de US$ 24 milhões, sem comprovação de que esses repasses ocorreram antes da liquidação do Banco Master e a prisão de Vorcaro. A situação representa um verdadeiro desafio para suas pretensões políticas futuras.





