Bolsonaro encontra presidente eleito da Argentina e primeiro-ministro da Hungria em ato político com parlamentares conservadores brasileiros.


Na manhã de quinta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro e uma comitiva de parlamentares conservadores brasileiros se encontraram em Buenos Aires com o presidente eleito da Argentina, Javier Milei, juntamente com Patrícia Bullrich, nomeada para assumir o Ministério da Segurança Pública do país. Mais tarde, no período da tarde, eles se reuniram com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), que estava presente na comitiva de Bolsonaro, afirmou: “Milei agradeceu demais ao Bolsonaro, depois ele fez questão de conversar com toda a comitiva, todos os parlamentares. Ele agradeceu muito, falou sobre a luta pela liberdade, que ele e Bolsonaro são duas pessoas que lutam pela liberdade.”

Milei teve um encontro reservado com Jair Bolsonaro e com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Após essa conversa, Milei e Bullrich se reuniram com a comitiva brasileira de bolsonaristas.

A chegada do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, ao Aeroparque, em Buenos Aires, ocorreu na noite da última quinta-feira. A viagem do grupo é considerada um ato político que coloca o Brasil em posição delicada diplomaticamente, em relação ao governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente argentino, o recém-eleito Javier Milei, é visto como um representante da extrema direita e chegou a criticar Lula durante sua campanha. No entanto, após a eleição, Milei abaixou o tom e enviou um convite oficial para a posse ao presidente brasileiro. O Brasil, por sua vez, optou por enviar o chanceler Mauro Vieira para representar o país na cerimônia agendada para domingo.

Em relação ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, o Parlamento Europeu já constatou que a Hungria é um país onde vigora uma autocracia liderada por Orbán, considerado um expoente do conservadorismo no mundo. O órgão criticou a política do primeiro-ministro por infrações contra o Estado de direito, nepotismo, corrupção, cooptação dos meios de comunicação, neutralização da oposição e perseguição a minorias e à população LGBTQIAP+.

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