O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Boa Safra no segundo trimestre foi de R$ 7,195 milhões, uma redução significativa de 66,9% em relação ao mesmo trimestre de 2023. A receita operacional líquida também apresentou declínio, caindo 34,86% para R$ 87,6 milhões.
Felipe Marques, diretor Financeiro da Boa Safra, comentou sobre a performance da empresa, destacando que a diminuição está em linha com a sazonalidade típica do beneficiamento e descarte de soja, que ocorreram de forma mais tardia neste ano. Marques explicou que parte da redução no lucro deve-se ao aumento dos custos operacionais, atribuídos ao crescimento da equipe e às realocações decorrentes da mudança de sede administrativa e da implementação de novos centros de distribuição.
De acordo com Marques, o segundo e o quarto trimestres são períodos-chave para a Boa Safra, dado que é quando a empresa reconhece a receita gerada pelas vendas de sementes. “Nossa principal fonte de receita é a venda de sementes de soja, cujo plantio no Brasil, especialmente em Mato Grosso, começa na segunda semana de setembro. Portanto, a receita dessas vendas só se reflete nos terceiro e quarto trimestres”, ressaltou. Ele enfatizou a importância de uma análise de longo prazo para suavizar os efeitos da sazonalidade nos resultados trimestrais.
Nos últimos 12 meses até o final de junho, a Boa Safra registrou um crescimento robusto de 87,5% em seu lucro líquido acumulado, atingindo R$ 356,9 milhões. O Ebitda ajustado também cresceu, com um aumento de 14,88% no mesmo período, totalizando R$ 256,3 milhões. A receita líquida observou um incremento de 8,96%, alcançando R$ 1,985 bilhão.
Marques finalizou destacando a natureza sazonal da empresa, afirmando que, embora os resultados trimestrais sejam importantes, a análise da carteira de pedidos é fundamental para uma avaliação precisa da performance da companhia ao longo do tempo. Esse enfoque justifica, segundo ele, a volatilidade observada em resultados trimestrais, que muitas vezes não refletem a verdadeira saúde financeira da Boa Safra quando vistas em um horizonte de longo prazo.
