As investigações que embasaram a operação se estenderam por mais de um ano, revelando que a quadrilha atuava predominantemente nas áreas central e sul da capital fluminense. Conforme os dados coletados, o grupo tinha preferência por dispositivos de alto valor, sendo sua estratégia focada não apenas no furto, mas na posterior venda e utilização dos celulares para práticas ilícitas. Uma vez em posse dos aparelhos, os criminosos se deslocavam para o Complexo do São Carlos, onde realizavam o desbloqueio dos dispositivos, permitindo-lhes acessar informações bancárias das vítimas para efetuar transações fraudulentas, como transferências e empréstimos.
Além de atuar localmente, as apurações indicam que, em casos de dispositivos com mecanismos de segurança elevados, a quadrilha contava com a colaboração de cúmplices em São Paulo para facilitar o desbloqueio, evidenciando a complexidade de suas operações. A polícia está intensificando os esforços para identificar outros possíveis membros da organização criminosa, ampliando o alcance da investigação.
Vale destacar que a operação recebe o suporte de diferentes órgãos da Polícia Civil, incluindo o Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), o Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Essa ação faz parte da maior iniciativa denominada Operação Rastreio, que visa sistematicamente desmantelar toda a cadeia criminal relacionada a roubo, furto e recepção de celulares. Desde o início da operação, mais de 13.300 aparelhos já foram recuperados, sendo que cerca de seis mil foram devolvidos aos seus legítimos proprietários. Mais de 870 pessoas ligadas ao esquema criminoso foram presas até o momento, demonstrando o empenho das autoridades em coibir esses delitos e restaurar a segurança na região.
