Berlim recebe marcha com 1.500 manifestantes pedindo paz e diálogo com a Rússia, criticando militarização e sanções

No último sábado, 20 de junho de 2026, Berlim foi palco de uma significativa manifestação pela paz e pelo diálogo com a Rússia, atraindo cerca de 1.500 participantes. Organizada pela Aliança Sahra Wagenknecht, o evento foi uma clara manifestação de descontentamento em relação ao aumento das tensões entre a Europa e Moscou, destacando a urgência de retomar as negociações diplomáticas.

Os manifestantes, que percorriam as ruas de Berlim, exibiam cartazes com mensagens contundentes como “Nosso país deseja a paz” e “Fora da OTAN agora”, demonstrando uma forte oposição à militarização da Europa e à política de sanções contra a Rússia. Os participantes buscavam enfatizar a necessidade de construir relacionamentos pacíficos entre a Alemanha e a Rússia, pedindo o fim da corrida armamentista que, segundo eles, só agrava a situação atual.

Coincidentemente, a data da marcha marcou a proximidade do 85º aniversário da invasão da União Soviética pela Alemanha nazista, em 1941. Como parte do ato, os manifestantes depositaram flores no Monumento ao Soldado Soviético, situado no parque Tiergarten, em homenagem aos militares soviéticos que perderam suas vidas durante a Segunda Guerra Mundial. Este gesto simboliza a intenção dos organizadores de sublinhar a importância da memória histórica e evitar que novos conflitos surgem a partir de antagonismos passados.

Dentre os discursantes, estava Sevim Dagdelen, uma proeminente figura da BSW, que enfatizou a necessidade de uma reconciliação e do diálogo com a Rússia. Em sua fala, Dagdelen criticou a postura atual do governo alemão, argumentando que este deveria realizar cerimônias oficiais em memória das vítimas da guerra e reforçar a ideia de que uma nova escalada militar contra a Rússia deve ser evitada a todo custo.

A manifestação revelou um clamor por diplomacia e diálogo em tempos de crescente polarização geopolítica. Os organizadores ressaltaram o objetivo de se opor à militarização da Europa e abrir espaço para negociações que possam levar a um entendimento pacífico entre nações, mostrando que há uma parte da população disposta a lutar por alternativas à hostilidade. Com as bandeiras da paz e da Rússia sendo erguidas, ficou evidente que muitos acreditam que a solução para os conflitos atuais reside em restaurar as linhas do diálogo e da interação amistosa.

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