Bate-boca entre ministros marca segundo dia de julgamento dos réus acusados pelos atos de 8 de janeiro no STF

O segundo dia de julgamento dos réus acusados pelos atos de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcado por uma acalorada e ríspida discussão entre o relator dos casos, ministro Alexandre de Moraes, e o ministro André Mendonça. A discussão ocorreu quando Moraes interrompeu o voto de Mendonça para rebater alguns dos seus argumentos contrários à imputação dos invasores do STF como participantes de uma tentativa de golpe.

Durante a discussão, Moraes questionou se Mendonça estava insinuando que o governo teria conspirado contra si mesmo, o que gerou uma reação exaltada do ministro. Mendonça pediu ao relator para não colocar palavras em sua boca, enquanto Moraes continuava a questioná-lo.

Mendonça, ao apresentar seu voto, discordou do relator e de Cristiano Zanin quanto à classificação dos crimes cometidos pelos invasores. Ele argumentou que não houve uma tentativa de depor o governo e levantou dúvidas sobre como o grupo conseguiu entrar com facilidade no Palácio do Planalto e sobre o paradeiro do efetivo da Força Nacional.

Em seguida, os ministros iniciaram um debate sobre o que configura uma tentativa de golpe. O ministro Gilmar Mendes também se posicionou, apontando que a cadeira em que Mendonça estava sentado estava na rua durante os atos.

Após a acalorada discussão, os ministros contemporizaram e pediram desculpas um ao outro. Moraes se desculpou caso Mendonça tenha se sentido ofendido, e Mendonça agradeceu a desculpa e também se desculpou caso tenha feito algo indevido.

O julgamento dos réus acusados pelos atos de 8 de janeiro continua e ainda deve durar mais alguns dias. Os ministros terão a difícil tarefa de analisar cada caso individualmente e determinar as penas adequadas para cada um dos envolvidos nos atos de invasão do STF.

Este é um caso de grande repercussão e importância, que coloca em discussão a segurança e a integridade das instituições democráticas do país. O desenrolar do julgamento será acompanhado de perto pela sociedade e pelos meios de comunicação, que aguardam ansiosamente por uma resposta do STF sobre as consequências desses atos de violação à ordem constitucional.

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