Banco Central Regulamenta eFX: Novas Regras Prometem Mais Segurança e Transparência em Transferências Internacionais a Partir de Outubro de 2025

Na última quinta-feira, 30 de abril, o Banco Central (BC) do Brasil anunciou uma nova regulamentação visando o setor de pagamentos e transferências internacionais, especificamente a modalidade conhecida como eFX. Este segmento tem experimentado um crescimento acentuado nos últimos anos, impulsionado pelo avanço de tecnologias, especialmente nas áreas de criptomoedas e apostas online. As diretrizes estabelecidas estão contidas na Resolução BCB n° 561, que entrará em vigor em 1º de outubro. Importante frisar que a elaboração dessa norma já havia passado por uma consulta pública em 2025, refletindo a busca por um processo participativo e transparente.

Com a divulgação das novas diretrizes, o Banco Central reforçou seu compromisso com a segurança e a transparência das operações financeiras no Brasil, alinhando o país aos padrões internacionais de prevenção a crimes financeiros. A medida é considerada crucial para proteger tanto os usuários dos serviços como a integridade do sistema financeiro brasileiro.

Uma das alterações mais significativas introduzidas pela nova regulamentação é a restrição do serviço de eFX a instituições que tenham a autorização formal do Banco Central para operar nesse segmento. As instituições que ainda não têm essa autorização poderão continuar oferecendo o serviço, desde que solicitem a regularização até maio de 2027. Essa mudança busca garantir um ambiente regulatório mais seguro e confiável para os usuários.

Além disso, as instituições autorizadas serão obrigadas a fornecer informações detalhadas mensalmente ao Banco Central, utilizando contas segregadas dedicadas exclusivamente ao manejo de recursos dos clientes que utilizam o serviço de eFX. Tal medida tem como objetivo fortalecer a supervisão regulatória e garantir a proteção dos usuários, algo que a autarquia tem enfatizado em suas comunicações.

Outro ponto relevante da nova norma é a ampliação do âmbito do serviço de eFX, permitindo transferências relacionadas a investimentos nos mercados financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior, com limites que podem chegar a US$ 10 mil. Essa modificação visa facilitar o acesso aos investimentos internacionais, oferecendo mais opções aos brasileiros interessados em diversificar seus ativos. Com essas mudanças, o Banco Central busca equilibrar inovação e segurança em um setor em franca expansão.

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