O ministro da Defesa, José Mucio, criticou os cortes, afirmando que “não há como enfrentar essa situação sem investimentos”. Fontes do Exército indicam que operações de vigilância nas fronteiras foram paralisadas, revelando uma fragilidade nas estratégias de segurança nacional. O pesquisador do Instituto Meira Mattos, Tássio Franchi, argumenta que, embora os cortes sejam uma prática comum em gerenciamento financeiro, eles podem comprometer a eficácia das operações integradas, como a operação Ágata. Franchi ressalta que, embora as Forças Armadas não sejam as únicas responsáveis pela segurança das fronteiras, a falta de recursos pode afetar diretamente a eficácia do monitoramento.
O professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Sandro Teixeira, complementa essa visão, apontando que os cortes impactam não só as operações de fronteira, mas a defesa nacional como um todo. Ele destaca a importância de tecnologia e pessoal capacitado para a realização de acordos de cooperação com outros países, alertando que a falta de investimentos torna o Brasil vulnerável a influências externas.
João Gabriel Burmann, professor da UniRitter, enfatiza que o momento chóque desse bloqueio orçamentário cria um “ruído” nas críticas do governo às medidas dos EUA, que são vistas como intervenções na soberania brasileira. A preocupação é que, ao priorizar cortes na Defesa, o governo sinalize que essa área não é uma prioridade, especialmente em um ano eleitoral. Assim, surgem inquietações sobre a real capacidade do Brasil de se posicionar efetivamente contra redes criminosas e manter a soberania nas suas fronteiras.





