A nova normativa traz uma ênfase especial nas operações realizadas através de cartões e outras plataformas que operam com criptomoedas. Esse ajuste é considerado essencial para facilitar e formalizar a convivência das criptomoedas com o sistema financeiro tradicional, buscando fomentar o uso seguro e eficaz dessas novas moedas. O BC já havia percebido a crescente demanda por integração das moedas digitais com contabilidade financeira regular, e essa revisão normativa busca atender essa expectativa.
A mudança foi consolidada através da Instrução Normativa nº 736, que visa harmonizar procedimentos e ajustar a redação da Instrução Normativa BCB nº 693, datada de 2025. Essa última normatização, por sua vez, trata do envio de dados relacionados ao mercado de câmbio, ligando-se à Resolução BCB nº 521 de 2025, que oficializou a inserção dos ativos digitais nesse mercado.
A iniciativa do Banco Central é vista como um passo necessário para regulamentar esse segmento em rápida evolução. Com a regulamentação mais clara, espera-se que tanto consumidores quanto empresas operando com criptomoedas possam navegar no setor com mais segurança e transparência. Além disso, o BC busca estabelecer um ambiente propício para que inovações financeiras possam prosperar, mantendo, ao mesmo tempo, a proteção do sistema financeiro nacional.
Consequentemente, esta nova abordagem pode estimular a adoção de tecnologias relacionadas ao uso de criptomoedas, provocando um impacto significativo no mercado financeiro brasileiro e permitindo que o país se posicione adequadamente em um cenário global que está cada vez mais voltado para a digitalização das finanças. A expectativa é que, com a regulamentação adequada, o Brasil possa aproveitar melhor as oportunidades que as criptomoedas oferecem.
