Um recente projeto de lei, aprovado pela Câmara Municipal, está próximo de ganhar a sanção do prefeito Eduardo Cavaliere, propiciando a formalização deste bairro. A região, em sua maioria residencial, é caracterizada por terrenos amplos, que frequentemente superam 500 metros quadrados, muitos dos quais têm quintais generosos com piscina. Entretanto, a busca por segurança levou aos moradores a implementarem cercas e medidas de controle de acesso, dada a crescente preocupação com a criminalidade.
A Companhia de Tecidos Nova América, que fechou suas portas nos anos 90, deixou um legado significativo no Bairro dos Ingleses. Muitos dos que se mudaram para a área o fizeram como funcionários da fábrica; Milton Alves Raposo, um administrador de empresas aposentado, é um exemplo. Ele se transferiu de Jacarepaguá para a região em 1973, beneficiando-se do aluguel subsidiado pela companhia, uma prática comum para trabalhadores de cargos superiores e para expatriados.
Entretanto, apesar da nostalgia e das memórias afetivas que permeiam o Bairro dos Ingleses, os moradores enfrentam desafios contemporâneos. O fechamento de ruas e a implementação de controle de acesso se tornaram necessários para combater a violência e garantir a segurança dos residentes. À medida que o bairro se torna oficialmente reconhecido, há expectativa de melhorias em infraestrutura e uma maior atenção das autoridades municipais.
Organizações como a Associação dos Moradores e Amigos do Bairro dos Ingleses (Amabi) têm se mobilizado para promover melhorias na área, arrecadando fundos para implementar 32 câmeras de segurança e outras iniciativas. O desejo ardente dos moradores é que a nova designação de bairro traga visibilidade e investimentos públicos, além de fomentar um senso de comunidade ainda mais forte entre os residentes. A formação deste novo bairro também reflete uma mudança no planejamento urbano do Rio, permitindo que as demandas e necessidades locais sejam mais bem atendidas.
