Auditoria Revela Falhas Críticas no Transporte Ferroviário do Rio: Frota Insuficiente e Lixo Atrapalham Serviços da Trens-RJ

Auditoria Revela Desafios no Transporte Ferroviário de Passageiros do Rio de Janeiro

O sistema de transporte ferroviário de passageiros do Rio de Janeiro enfrenta um diagnóstico técnico importante, conduzido pela Companhia Paulista de Trens Urbanos (CPTM). A auditoria, que teve início em junho sob a contratação da Trens-RJ, visa avaliar as condições da malha ferroviária agora sob a operação da nova permissionária, que assumiu a gestão em 30 de maio. O término do levantamento está previsto para acontecer em aproximadamente 60 dias, porém, já foram identificados cinco questões críticas que demandam atenção urgente.

Em primeiro lugar, a frota de trens disponível é significativamente inferior à que operava sob a responsabilidade da SuperVia, com uma defasagem de 48 composições. A nova operadora, a Trens-RJ, conta com 143 trens, em comparação aos 201 da antiga concessionária. Essa discrepância é atribuída ao estado obsoleto de algumas composições que foram retiradas de circulação.

Além da questão da frota, um problema recorrente é a acumulação de lixo ao longo dos 270 quilômetros de trilhos. Uma montanha de resíduos, por exemplo, se acumula entre as estações de Triagem e do Maracanã, próximo a um muro. Essa situação não é única; há também carcaças de veículos abandonadas em áreas críticas, como nas proximidades da estação Costa Barros, em regiões conhecidas por sua alta criminalidade.

Outro ponto alarmante diz respeito ao estado das estações. Muitas delas carecem de acessibilidade adequada, com a ausência de rampas e elevadores. De um total de 104 estações, um número considerável apresenta escadas rolantes fora de funcionamento, algumas há mais de dois anos, como é o caso da estação do Méier. Atualmente, um orçamento de R$ 1,8 milhão é projetado para reparos.

Os custos com segurança também se mostram alarmantes, com a malha ferroviária apresentando 97 pontos críticos que demandam vigilância constante, principalmente nas subestações de energia. Os gastos mensais com esse serviço alcançam entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões.

Por fim, a auditoria revelou que pelo menos oito obras iniciadas permanecem inacabadas, incluindo a construção de um reservatório de água na estação Central do Brasil, uma das mais importantes do estado. O entorno da estação enfrenta ainda problemas de segurança e degradação, refletindo uma situação que requer uma atenção imediata e estratégias eficazes para a melhoria do transporte ferroviário na região.

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