A pesquisa, realizada entre 5 e 18 de dezembro, mostrou que o índice que mede novos negócios de serviços apresentou crescimento, passando de 48,1 em novembro para 50,2 em dezembro. Isso ocorreu mesmo diante de um aumento nos preços, que visava compensar o aumento nos custos de insumos das empresas. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, destacou em coletiva de imprensa que a inflação de serviços ainda está alta, o que levou o BCE a cortar as taxas de juros pela quarta vez em dezembro como medida de flexibilização da taxa básica.
No entanto, o economista-chefe do HCOB, Cyrus de la Rubia, ressaltou em uma declaração à mídia que os provedores de serviços podem ser considerados sortudos por não serem diretamente afetados pela ameaça de tarifas dos EUA, ao contrário dos fabricantes. Este cenário de instabilidade política no bloco e a ameaça de guerra comercial dos EUA contribuíram para a decisão do BCE em relação à taxa de juros.
Apesar da expectativa de um ligeiro crescimento, a atividade econômica na zona do euro continua sob influência de diversos fatores internos e externos, o que requer atenção e monitoramento constante por parte dos agentes econômicos. As perspectivas para o setor de serviços em 2025 ainda são incertas, com desafios a serem enfrentados em um cenário global cada vez mais volátil.
