Associação critica PL dos Minerais Críticos e alerta para repetição de erros históricos da mineração no Brasil; discussão será adiada para mais debates.

A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) manifestou sua forte oposição ao Projeto de Lei (PL) dos Minerais Críticos, que está agendado para votação na Câmara dos Deputados. Na visão da Amig, a forma como a proposta tem sido conduzida é precipitadamente politicamente oportuna, ignorando as vozes e as preocupações dos municípios que realmente sofrem os impactos da mineração.

O deputado Arnaldo Jardim, autor da proposta, foi alvo de críticas por desconsiderar as necessidades dos municípios mineradores, que enfrentam diretamente os desafios sociais, econômicos e ambientais impostos pela atividade mineradora. A Amig ressaltou que essa exclusão é um erro histórico, semelhante a outros momentos em que as decisões sobre mineração foram tomadas sem a participação dos principais afetados. A associação argumentou que, embora o Brasil esteja em um contexto internacional favorável para a mineração, as condições internas e a falta de um arcabouço regulatório sólido podem levar a uma nova corrida mineral desestruturada e prejudicial.

A Amig enfatiza que o país ainda não está pronto para explorar plenamente esse potencial mineral sem endereçar as questões estruturais que, no passado, causaram desastres ambientais e socioeconômicos. O grupo pede uma abordagem mais cautelosa, com ênfase na criação de uma política de mineralização que seja responsável e integrada.

A votação do PL, que compõe a Política Nacional dos Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), foi adiada após petições de mineradoras que solicitaram mais tempo para participar das discussões. tanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, quanto o governo federal, reconheceram a importância de um debate mais aprofundado sobre o tema.

Outro ponto significativo é que o projeto não contempla a proposta de criação da Terrabras, uma estatal que seria encarregada da exploração de minerais críticos, sugerida pela base do governo. O governo atual decidiu não incluir essa medida, acreditando que seu insistente debate poderia comprometer a aprovação do regulamento apresentado por Jardim.

As repercussões dessas decisões ainda estão sendo avaliadas, mas a Amig Brasil reafirma sua posição, enfatizando a necessidade de um diálogo aberto e construtivo, que inclua todos os atores envolvidos na mineração.

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