Mais de quatro décadas se passaram desde aquele momento, e Anay, agora adulta, decidiu retornar ao local onde a árvore foi plantada. O espaço, que hoje abriga a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), serviu como cenário para um reencontro repleto de emoção. Ao avistar a árvore, já crescida e imponente, Anay reviveu memórias de sua infância, fechando um ciclo que começou no dia de seu nascimento. “Eu não sabia que a árvore estava aqui. Quando a vi, me lembrei de tudo. É uma conexão forte”, declarou.
Anay cresceu em meio à natureza e às atividades do antigo CERA, onde seu pai trabalhava como meteorologista. Sua infância foi moldada por experiências ricas e educativas, como o cuidado com bichos-da-seda e visitas a diferentes cantos daquela unidade rural. Descrevendo o local como um “parque de diversões educativo”, ela recorda com carinho das tardes passadas observando os animais e explorando o Pantanal.
O reencontro com a árvore ocorreu durante o evento Pantanal Tech e, ao se deparar com a água-pomba, Anay rapidamente se lembrou da história que a unia a esta planta. A comparação entre a árvore pequena que aparece em fotos de sua infância e a grandeza da árvore atual, viralizou logo nas redes sociais, evocando a nostalgia de sua trajetória de vida.
Para Anay, a árvore é mais do que um elemento da paisagem; ela representa o amor pela natureza que seu pai sempre teve e que, de certa forma, foi transmitido a ela. “Ele associou esse amor comigo. Essa conexão tem muito valor sentimental”, afirma. Maurício, com 75 anos, sempre foi um entusiasta das plantas, especialmente as frutíferas, e essa paixão se perpetua por meio de sua filha e da árvore plantada em um momento tão especial.
Assim, a água-pomba não é apenas parte do espaço físico, mas sim um elo emocional, resistente ao tempo, que reafirma que, apesar dos ciclos da vida, algumas raízes permanecem intactas, conectando gerações e sentimentos de amor e respeito pelo meio ambiente.







