O Supremo Tribunal Federal brasileiro enviou um pedido formal ao Itamaraty, que, por sua vez, comunicou o governo argentino sobre as demandas. O governo da Argentina, até o momento, declarou que ainda não recebeu uma resposta definitiva sobre essa questão, que está sendo analisada por órgãos independentes em seu território. Enquanto isso, o número de pedidos de refúgio político feitos por brasileiros na Argentina aumentou, especialmente após a eleição de Javier Milei, que fez declarações contundentes contra Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.
Em paralelo, a Argentina já havia recebido anteriormente uma lista de 62 brasileiros que ingressaram em seu território e são investigados por antecedentes de vandalismo relacionados aos acontecimentos de 8 de janeiro. Destes, alguns haviam solicitado refúgio. O Itamaraty já havia informado sobre a intenção de requisitar a extradição daqueles que ainda permanecem na Argentina e que são considerados foragidos pela Justiça brasileira.
Os tumultos de 8 de janeiro resultaram na detenção de cerca de 2 mil pessoas, com 775 delas sendo posteriormente liberadas. As investigações do STF em relação aos ataques levaram à condenação de muitos participantes, por crimes que comprometem o Estado Democrático de Direito. É esperado que esse novo episódio de pedidos de extradição traga à tona debates sobre a eficácia dos processos internacionais de legalidade e os impactos nas relações diplomáticas entre Brasil e Argentina. Além disso, essas ações vêm sendo monitoradas por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que também levantou a possibilidade de indiciamento de figuras proeminentes nos eventos que marcaram aquele dia fatídico.







