A confusão começou quando o quarto árbitro, André Ricardo Martins, alertou Murilo sobre os dois cartões aplicados. No entanto, houve um erro crucial: o árbitro se referiu ao número da camisa 15, que, curiosamente, não estava listado entre os jogadores no documento oficial da partida para a equipe do São Joseense. Assim, Raphael, que na verdade vestia a camisa número 33, permaneceu em campo, mesmo após ter recebido dois amarelos, até o apito final da partida, que terminou com a vitória do time paranaense por 1 a 0.
Na súmula do jogo, o árbitro Murilo confessou o erro. Ele descreveu que, aos 45 minutos do segundo tempo, havia aplicado o segundo cartão amarelo ao jogador identificado como número 33, mas, devido à confusão, não apresentou o cartão vermelho, permitindo que Raphael continuasse jogando por mais seis minutos, até o término do jogo. Após o recomeço da partida, os outros membros da equipe de arbitragem informaram a Murilo sobre a situação inadequada, resultando em uma pausa para revisar o ocorrido.
O descontentamento da comissão técnica do Blumenau é compreensível, dado que um erro de tal magnitude pode prejudicar o desempenho e, consequentemente, o resultado de um jogo tão importante. O incidente serviu como um lembrete da necessidade de maior atenção e precisão nas decisões tomadas por árbitros durante as competições, especialmente em uma liga que busca consolidar-se e ganhar a confiança dos torcedores e clubes envolvidos. O episódio também levantou debates sobre a importância do uso de tecnologia e revisão de lances em tempo real, que poderiam evitar situações como essa no futuro.







