As interações, que ocorreram tanto via mensagens de texto quanto por telefone, foram iniciadas pelos próprios ministros, que se sentiram compelidos a se manifestar. Entre os que demonstraram empatia pelo advogado-geral, destacam-se nomes importantes do STF, como Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Edson Fachin, Carmen Lúcia e Dias Toffoli. A movimentação revela não apenas uma rede de apoio, mas também a importância das relações interpessoais no universo jurídico brasileiro.
Entretanto, a situação se complica quando se observa a dinâmica entre Messias e o ministro Alexandre de Moraes, um dos responsáveis pela oposição a sua nomeação. Moraes também tentou estabelecer contato com Messias, mas as mensagens e ligações do ministro não foram respondidas. Em conversas com aliados, o advogado-geral declarou que não nutre mágoas em relação a Moraes, mas enfatizou que uma eventual conversa entre os dois precisa ocorrer de forma pessoal, longe de quaisquer intermediários. Messias acredita que somente um encontro cara a cara poderá realmente ajustar as arestas entre eles.
O cenário atual levanta questionamentos sobre a política de alianças e o futuro de Messias na AGU, assim como o impacto da rejeição em suas relações com a alta cúpula do Judiciário. Enquanto isso, o advogado-geral continua tentando reconstruir um ambiente de diálogo e confiança, ciente de que, no mundo jurídico, a habilidade de navegar entre relações complicadas é fundamental para a continuidade de sua carreira. Resta saber como se darão os próximos passos dessa intricada rede de vínculos no coração do poder judiciário brasileiro.







