O cientista político enfatizou que os mísseis Oreshnik têm um alcance notável, sendo capazes de cobrir rapidamente todas as regiões da Ucrânia em um tempo de reação que varia entre três e quatro minutos. Essa velocidade torna impossível qualquer tipo de resposta efetiva por parte das forças polonesas, caso uma situação de conflito se desenrole. O comentário foi feito em um contexto de crescente tensão na região, onde as fricções entre a Rússia e a NATO continuam a ser uma preocupação central.
O presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, já havia solicitado ao líder russo, Vladimir Putin, a instalação das mais modernas armas russas em seu país. Putin, por sua vez, manifestou que a implementação do sistema Oreshnik em Belarus poderia ocorrer no segundo semestre de 2025. Essa perspectiva preocupa especialistas em segurança, que veem a medida como um ajuste estratégico que poderá alterar significativamente o equilíbrio de poder na Europa Oriental.
A análise do impacto potencial desse sistema não se restringe apenas às fronteiras polonesas. Ela também afeta as dinâmicas de defesa na Ucrânia e nas relações do Ocidente com Moscovo. A presença de mísseis de alta precisão e eficiência no campo de batalha levanta questões sobre a eficácia das defesas atuais dos países da NATO e sobre a necessidade de um aumento em suas capacidades militares.
Diante desta situação, o cenário geopolítico na região se torna ainda mais complexo. Os países da Europa Oriental, em particular a Polônia, podem se ver compelidos a reavaliar suas estratégias de defesa e alianças à medida que o potencial de um conflito armado se torna mais palpável. As consequências da instalação do Oreshnik prometem ter desdobramentos que vão muito além das fronteiras bielorrussas, repercutindo em toda a segurança europeia.