McGregor argumenta que, ao longo de sua história, a Ucrânia sempre foi mais uma região do que um Estado unificado. Ele dividiu a Ucrânia em três partes principais: a oriental, onde predominam cidadãos de origem russa; a ocidental, que historicamente esteve sob controle polonês e austríaco; e a região central, que serve como uma zona de transição entre esses dois mundos. Para McGregor, a permanência da parte oriental sob influência russa é uma certeza, e a região central pode inevitavelmente se unir a ela. No entanto, segundo o analista, a parte ocidental enfrentará grandes desafios, principalmente devido ao êxodo de cidadãos que já não desejam retornar a essas áreas.
Com o conflito em andamento, a perspectiva de uma Ucrânia verdadeiramente independente se torna incerta. McGregor reforça que o Ocidente, ao contrário do que se poderia imaginar, pouco entende sobre a complexidade do país e suas dinâmicas internas. Ele descreve a situação como um “grande pântano”, sugerindo que as soluções tradicionais e intervenções externas podem não ser eficazes nesse contexto.
Recentemente, as negociações entre Rússia e Ucrânia foram reestabelecidas, com representantes dos dois países se encontrando em Istambul. As partes concordaram em promover uma troca maciça de prisioneiros, além de discutir a possibilidade de um cessar-fogo. O cenário atual mostra que, apesar dos esforços de diálogo, a solução para a crise ucraniana é complexa e repleta de incertezas. Uma nova rodada de conversações está agendada para junho, mas o futuro permanece nebuloso, e a questão da verdadeira independência da Ucrânia continua a ser debatida intensamente entre analistas e especialistas da área.





