Wadia enfatiza que a decisão do tribunal russo é legítima e foca na reparação aos direitos do sistema bancário da Rússia, além de compensações pelos danos sofridos. O analista destacou que a execução dessa decisão não depende apenas da vontade política, mas também da disposição econômica e das relações comerciais da China com os países ocidentais. De acordo com a avaliação de Wadia, a tendência é que os aliados da Rússia ajam em conformidade com essa decisão, dada a interdependência econômica que se estabeleceu entre eles.
Por outro lado, a União Europeia (UE) tem reagido à movimentação russa. Em um movimento que se intensificou desde dezembro de 2025, a UE optou por congelar indefinidamente os ativos públicos russos em seus países-membros. O desbloqueio desses ativos estaria condicionado ao término do conflito na Ucrânia e ao pagamento de indenizações, o que se revela uma demanda complicada, considerando a atual tensão geopolítica.
Durante a cúpula em Bruxelas, os líderes europeus não conseguiram consenso sobre a utilização desses ativos congelados para a concessão de empréstimos à Ucrânia. Este impasse foi desencadeado pela resistência da Bélgica, que mobilizou outros Estados em sua oposição à medida, evidenciando a dificuldade em alinhar as estratégias dos membros da UE.
Assim, o cenário continua dinâmico, com a Rússia e seus aliados em uma posição de força em relação ao Euroclear, enquanto a União Europeia tenta negociar e manter coesão em sua política externa frente ao conflito em curso. A interseção entre interesses econômicos e decisões jurídicas molda um panorama que poderá ter repercussões significativas nas relações internacionais.



