Essa nota busca reiterar a importância do respeito às instituições, enfatizando que tal respeito deve ser uma responsabilidade compartilhada por todas as autoridades, incluindo o próprio presidente da República. A Alerj também ressaltou que a crise de segurança pública que aflige o Rio de Janeiro está profundamente enraizada em problemas estruturais mais amplos. Entre esses problemas, foram destacados a falta de políticas nacionais eficazes para o combate ao tráfico de armas, a fragilidade no controle de fronteiras e o crescente avanço de facções criminosas em todo o país.
Além disso, a Assembleia Legislativa destacou a necessidade de “união institucional, equilíbrio e responsabilidade” em face do atual cenário de insegurança. A nota critica declarações que possam fomentar divisões políticas ou antecipar julgamentos sobre as instituições públicas, enfatizando a importância de um diálogo responsável e construtivo.
A manifestação da Alerj foi uma resposta direta às declarações de Lula, que criticou a tentativa do grupo político do ex-governador Cláudio Castro de estabelecer uma eleição indireta para a escolha do novo governador, uma proposta que havia sido barrada pela Justiça. O presidente, ao comentar sobre essa situação, fez uma afirmação polêmica ao sugerir que, se a escolha dependesse da Alerj, o próximo governador poderia ser um “miliciano”, o que gerou reações intensas no meio político.
Durante sua visita à Fiocruz, localizada na Zona Norte do Rio, Lula também expressou ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que é imprescindível que o estado não permita que áreas sejam dominadas por milícias. Ele destacou a necessidade de ações contundentes contra políticos que estejam envolvidos com grupos criminosos. Essa situação reflete a complexidade e a urgência da crise de segurança em um dos estados mais afetados pelo crime organizado no Brasil.





