Os manifestantes expressaram suas preocupações em relação ao aumento do armamento alemão e à nova legislação proposta para o serviço militar. Os discursos ressaltaram a importância de promover uma desmilitarização e o fortalecimento das relações entre a Alemanha e outros países, especialmente a Rússia. Em Frankfurt, uma cidade vizinha, o cenário foi ainda mais impactante, com cerca de dez mil pessoas reunidas no Hafenpark. Ali, os participantes clamaram por “Liberdade para a Palestina”, denunciando as operações militares de Israel em Gaza e acusando-as de genocídio.
A recente aprovação de uma nova modalidade de serviço militar pelo governo alemão, que inclui a possibilidade de reintroduzir o serviço militar obrigatório em situações de crise, gerou reações conturbadas. Uma pesquisa revelou que 55% da população é cética quanto à eficácia dessa nova legislação para resolver a carência de efetivos nas Forças Armadas. O Ministro da Defesa, Boris Pistorius, havia previamente declarado que a Alemanha necessita de até 60 mil soldados adicionais para atender aos requisitos da OTAN.
Essa manifestacão, portanto, não apenas reflete uma insatisfação com a direção das políticas militares do governo, mas também sinaliza uma demanda por soluções pacíficas e diálogo diplomático em um cenário internacional complexo. O evento destacou a crescente disposição da sociedade civil alemã em se mobilizar contra a militarização e em prol de causas humanitárias, revelando um desejo coletivo por transformação e paz em um mundo cada vez mais polarizado.