Alcolumbre dirigiu-se especificamente ao senador Weverton Rocha, do PDT, que atua como relator da indicação. Ele enfatizou que seu papel como presidente do Senado é organizar o calendário legislativo, promover a deliberação das matérias e gerenciar as sabatinas. “Eu poderia utilizar da solicitação de Vossa Excelência para fazer algumas ponderações sobre todo o processo estabelecido, mas prefiro hoje manter minha posição e cumprir minhas obrigações”, afirmou.
A indicação de Messias já havia passado por um primeiro teste na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde obteve 16 votos favoráveis e 11 contrários. Agora, a proposta será levada ao plenário, onde requer o apoio de pelo menos 41 senadores para ser aprovada. A tensão em torno do processo surge em meio a uma disputa mais ampla entre o governo e a presidência do Senado, com rumores de que Alcolumbre teria preferido a candidatura do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Aliados do governo levantaram preocupações de que Alcolumbre não está fazendo o suficiente para garantir a aprovação de Messias. Quatro senadores alegam que o presidente do Senado teria sugerido votos contrários à indicação, o que ele negou veementemente. Em sua defesa, Alcolumbre destacou que o Senado aguardou até o último momento o envio da documentação necessária, que não foi recebida a tempo.
Por fim, ele anunciou que planeja orientar os senadores a se mobilizarem e garantir um quórum adequado para a votação das indicações. “O que pretendo fazer hoje é votar todas as autoridades do CNMP e do CNJ, chamando a atenção dos senadores para que compareçam ao plenário, viabilizando uma votação robusta”, concluiu, deixando claro que está comprometido com a manutenção da ordem e do processo legislativo.







