As movimentações de Alcolumbre passaram por votações cruciais: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada dos vetos do presidente Lula ao PL da Dosimetria, proposta que reduz penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro. A derrota de Messias foi significativa tanto para Alcolumbre quanto para a oposição, que buscava enviar um claro recado ao governo atual. O presidente do Senado queria, com isso, atingir diretamente o ministro André Mendonça, relator do Caso Master, que foi fundamental na articulação da candidatura de Messias.
A rejeição de Messias não apenas demonstrou o alinhamento do Senado com a oposição, mas também trouxe à tona desconfianças sobre a possível colaboração de lideranças governistas na articulação que resultou na derrota do indicado. O próprio ministro Mendonça, que tentava consolidar apoio entre senadores, também viu sua aliança esmorecer nesse embate.
Na sequência, a reanálise do PL da Dosimetria coincidiu com uma movimentação tática de Alcolumbre. Após meses de espera, ele pautou a votação um dia após a derrota de Messias, demonstrando um timing calculado. Essa manobra levou a um acordo onde, em troca da derrubada dos vetos, os bolsonaristas concordariam em aliviar a pressão pela instalação da CPI do Master.
Com os êxitos tanto na indicação de Messias quanto na votação do PL da Dosimetria, Alcolumbre se posiciona como um jogador significativo na arena política, mirando sua reeleição em fevereiro de 2027. Ele aposta na premissa de que, independentemente do resultado das próximas eleições presidenciais, o Senado estará disposto a se alinhar mais à direita, o que poderá emaranhar o campo político e favorecer sua continuidade no poder. As apostas estão altas, e o jogo se intensifica à medida que o país se aproxima de um novo ciclo eleitoral.
