As atividades ocorreram em diversas bases do Samu em Maceió, incluindo a sede da Central e a base descentralizada no Hospital Metropolitano. O objetivo principal foi reforçar a percepção dos socorristas para situações onde o abuso pode estar mascarado como outras emergências. As assistentes sociais Jordana Alves Silva e Maria Liege Batista Araújo destacaram que um olhar cuidadoso é crucial para detectar casos de abuso ou violência. Elas enfatizaram que suspeitas, mesmo que não confirmadas, devem ser notificadas de imediato para investigação e encaminhamento à Rede de Atenção às Violências.
Amália Jambo Muniz Falcão, psicóloga do Samu, salientou que a notificação rápida é fundamental para quebrar o ciclo de violência, já que muitas vítimas não conseguem pedir ajuda. O coordenador geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, frisou que o serviço é uma porta de entrada para o atendimento de qualquer tipo de violência, reforçando a necessidade de um atendimento de qualidade para populações vulneráveis.
O técnico de enfermagem Júnior Holanda destacou a responsabilidade coletiva na luta contra o abuso e a exploração sexual, afirmando que a conscientização dos socorristas pode impulsionar a prevenção e o acolhimento das vítimas.
A data de 18 de maio é uma homenagem à memória do “Caso Araceli”, ocorrido em 1973, e visa garantir que crimes dessa natureza nunca fiquem impunes. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pela Polícia Militar ou pelos conselhos tutelares.
