A psicóloga Regina Japiá destaca que a jornada da maternidade não afeta apenas o físico, mas também impacta profundamente o emocional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% das mulheres apresentam transtornos mentais durante a gravidez ou no pós-parto, e muitas enfrentam pensamentos suicidas ou de automutilação. Na MESM, uma equipe diversificada e especializada está disponível 24 horas, oferecendo suporte contínuo.
Regina Japiá frisa que a data é um incentivo para um olhar mais humanizado para as mães, promovendo um espaço de acolhimento e diálogo. As atividades realizadas pela maternidade incluem atendimento personalizado e rodas de conversa, que visam auxiliar as mães a ressignificar o papel da maternidade, enfrentando os desafios com mais leveza.
Rebeca de Souza Nicastro, mãe de gêmeos prematuros, compartilhou sua experiência, ressaltando a importância do apoio da equipe médica durante um período crítico na UTI Neonatal. Ela destacou como a compreensão e atenção dos profissionais foram essenciais para atravessar essa fase com mais segurança.
Entretanto, Regina alerta que é preciso mais atenção para diferenciar entre as dificuldades comuns do pós-parto e sintomas mais graves, como tristeza persistente ou falta de interesse pelo bebê, que podem sinalizar condições como a depressão pós-parto. Ela reforça a importância de identificar esses sinais para garantir uma intervenção adequada.
No Brasil, a depressão pós-parto afeta uma em cada quatro mulheres, evidenciando a urgência de cuidados integrados e apoio emocional. Diante desse cenário, Regina enfatiza que compreender e validar os sentimentos das mães é fundamental para o desenvolvimento de um ambiente acolhedor e eficiente para elas e seus bebês.







