A intervenção médica ocorreu no Hospital da Mulher de Alagoas, que abriga o Ambulatório Estadual de Vias Aéreas Pediátricas. Luís Miguel, então com 8 anos, vivia com a traqueostomia desde os 5 meses de idade. A cirurgia expandiu suas vias respiratórias com enxertos de cartilagem da costela, permitindo a retirada da cânula e o restabelecimento de sua capacidade de respirar de forma natural.
O impacto dessa cirurgia, que o libertou de limitações físicas, é evidenciado no relato de sua mãe, Eliane da Silva. Ela destaca a transformação na qualidade de vida do filho, que agora participa de atividades infantis normais e frequenta a escola em tempo integral. Esse avanço traduz a essência do Projeto Respirar para além das intervenções cirúrgicas, promovendo autonomia e bem-estar.
Wander Mattos, cirurgião torácico e coordenador do projeto, enfatiza o alcance do Respirar, que já beneficiou mais de 400 famílias. Segundo ele, o projeto começou com 34 pacientes e hoje é um componente vital da saúde pediátrica no estado.
A parceria entre o Governo de Alagoas e a Defensoria Pública foi crucial para estabelecer o projeto como uma política pública, permitindo que famílias e crianças tenham acesso a cuidados especializados. Caroline Leite, secretária de Estado da Primeira Infância, e Fabrício Leão, defensor público-geral, reforçam essa colaboração como essencial para garantir uma infância saudável e feliz às crianças alagoanas.
Com iniciativas como o Projeto Respirar, Alagoas dá um passo significativo na promoção de saúde e qualidade de vida, sublinhando o compromisso do governo estadual com o futuro das novas gerações.
