ALAGOAS – “Operação Curupira resgata 235 aves e aplica multas de R$150 mil por infrações ambientais”


Na última semana, foi realizada a 23ª edição da Operação Curupira, que teve como objetivo primordial o resgate de aves mantidas ilegalmente em cativeiro. A operação contou com o apoio do Instituto do Meio Ambiental de Alagoas (IMA/AL) e foi coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No total, foram resgatadas 235 aves em municípios alagoanos, como Murici, Messias, Flexeiras, Joaquim Gomes, Novo Lino, Branquinha, União dos Palmares e São José da Lage.

Um dos destaques desta edição da Operação Curupira foi o uso de drones para localizar os animais ilegalmente mantidos em cativeiro. Essa tecnologia se mostrou eficiente para identificar os locais onde essas aves estavam aprisionadas, facilitando o trabalho das equipes de resgate. Além dos drones, as equipes também contaram com o auxílio de agentes do ICMBio e do IMA/AL para a realização das operações.

Além do resgate das aves, a Operação Curupira também teve como objetivo destruir os equipamentos utilizados para a prática ilegal, como gaiolas, alçapões, espingardas e armadilhas do tipo tatuzeira. Ao todo, foram destruídas 270 gaiolas e alçapões, 9 espingardas e 6 armadilhas do tipo tatuzeira.

Como resultado das ações da Operação Curupira, foram lavrados 16 autos de infração, totalizando mais de R$ 150 mil em multas. Um dos autos foi aplicado pelo ICMBio contra a Fazenda Angelin, devido ao uso de herbicida por meio de um helicóptero em áreas de preservação ambiental, como a Estação Ecológica de Murici e a Área de Proteção Ambiental (APA) de Murici.

Entre as espécies de aves resgatadas na operação estão o Galo de Campina, Papa-Capim, Sanhaço, Sabiá Laranjeira, Sabiá Barranco, Papa-Arroz, Craúna, Caboclinho, Canário da Terra, Patativa, Extravagante, Rolinha Caldo de Feijão, Rolinha Fogo Apagou e Sibite.

A 23ª edição da Operação Curupira mostrou a importância da atuação conjunta de órgãos de proteção ambiental na repressão aos crimes relacionados à fauna silvestre. O uso de drones se mostrou uma estratégia eficaz para localizar os animais mantidos ilegalmente em cativeiro, facilitando o trabalho de resgate das aves. As operações de combate a esse tipo de crime continuam, visando a preservação da fauna brasileira e a punição dos responsáveis.

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