Renan Dantas, secretário de Meio Ambiente do município, enfatiza a importância de um ecoturismo sustentável. “Queremos expandir o ecoturismo de maneira que respeite a natureza. O cacau é uma cultura em crescimento aqui, e planejamos implementá-lo em várias áreas do município”, declarou Dantas.
Uma figura central nesse esforço é o empresário Gustavo Amorim, que pretende transformar parte de sua propriedade em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Ele visa não só a preservação, mas também a utilização da área para pesquisas e iniciativas socioeducativas. “Queremos que a natureza seja uma parceira no desenvolvimento do ecoturismo, destacando o cultivo do cacau e as belezas naturais que nos rodeiam”, afirmou.
Outro impulso vem do vice-prefeito e empresário Ramon, que percebeu o potencial da região para o plantio de cacau em 2019. Ele inaugurou uma loja que comercializa produtos derivados do cacau, evidenciando o papel do fruto como ferramenta de desenvolvimento econômico e ambiental. “Matriz tem um potencial imenso, especialmente com suas cachoeiras e o ecoturismo. A produção do cacau não é apenas econômica, é uma ponte para maior interação com a natureza e a preservação”, destacou.
O impacto dessas iniciativas é sentido até no setor educacional. Alunos da rede municipal de Passo de Camaragibe visitaram Matriz para conhecer a agroindústria local, uma experiência enriquecida pela professora Maria José Reis. “As crianças descobriram a cultura do cacau e aprenderam sobre a agroindústria emergente em Alagoas”, relatou.
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) observa positivamente o interesse crescente da sociedade civil e do setor privado nessa empreitada. Para Meraldo Rocha, consultor do IMA, a Rota do Cacau é um exemplo de como agricultura, turismo e preservação ambiental podem coexistir de forma harmônica, promovendo o desenvolvimento sem negligenciar o ecossistema.





